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Caros corajosos!

Saudações...sejam bem vindos ao meu humilde casulo que ainda teço!
Se não conseguirem compreender algo... nem tentem mais...até porque tudo o que aqui é mostrado sai da mente de uma pobre borboleta!
GRATA

"Torna-te quem tu és"!

"Torna-te quem tu és"!

domingo, 18 de abril de 2010

Sempre em algumas conversas com pessoas que a muito tempo não vejo ao mencionarmos o termo "mudanças" a minha resposta é sempre a mesma ...objetiva ,simplória ...verdadeiramente direta sem rodeios...!"-por aqui as coisas não mudam!"...ou "-tudo como sempre!"

Realmente eu podia pensar dessa maneira...fui moldando minha estrutura devagar demais...os resultados não eram tão visíveis a mim como eram e são aos demais!

Nesta semana de abril de 2010 perdi duas pessoas próximas a mim...uma tia e um conhecido/amigo. Logo ao saber do acontecido cambaleei até a porta de meu armário e de imediato apanhei minhas vestimentas da cor adequada a ocasião...tudo preto!
Já vestida com as roupas escolhidas agarrei meu delineador e tracei um forte risco em cada um de meus olhos...saí dali pronta para virar a noite em uma casa mortuária na cidade vizinha onde encontrava-se minha ente morta!
Ao chegar participei das cerimônias costumeiras das pessoas...-aproximação até o caixão do falecido , cara entristecida , reza, consolo aos familiares e retirada!Assim fiz !
A noite se arrastava e a madrugada chegava com seus clarinetes! Podia ver a poucos metros de mim casinhas repletas de flores , cruzes e velas...habitadas por defuntos por certo alguns já totalmente decompostos , gelados e talvez esquecidos!!!
Por voltas caminhei em meio dessa cidade de povo calado e hospitaleiro mas mesmo assim o tempo teimava em somente se rastejar!!A cada espaço de tempo presenciava surtos de desespero e logo calmaria após...a neblina caía e o frio fazia-me encolher dentro de minhas roupas!
O sol nascia e indivíduos cansados da espera para o sepultamento caminhavam de um lado para o outro a fim de espantar o sono que tentava de todas as maneiras derrubar um por um!
Rezas e mais rezas... e a hora de lacrar o caixão de madeira trabalhada tinha chegado!Assim foi feito e gritos, rangeres de dentes e desespero se evidenciavam no ambiente...talvez nenhuma pessoa tenha sido forte o bastante para não cair em desespero junto dos outros!
Foi neste momento que percebi o tanto fria que eu acabei me tornando...aquilo não abalava minhas estruturas...nenhuma aliás...o que eu sentia naquele momento era remorso por ter me tornado naquele momento insensível ao extremo...a brisa fria soprava em meu rosto a sensação de que nada mais pode me atingir, a sensação de que nem mais humana sou!

Continuei até o final daquele episódio apática, pálida e inexpressiva!!
Daquele momento até agora posso dizer que tenho um novo conceito sobre mim...se me perguntarem se mudei direi que podem correr o risco de não me reconhecerem mais!

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